Em teus braços estou completamente deitada
Esperando um momento para fugir desse sentimento consternado
Onde eu esqueci minha lógica?
Onde eu pude ser mais eu, mas muito de ti?
Eu saberei se tu me disseres onde foi meu coração
Em que estado ele ficou
Destruído pelo bem que tu me fizeste
Eu jamais serei a mesma novamente
Sorrirei menos, chorarei mais
E infelizmente eu quero viver assim
Porque se eu não viver assim, estarei matando o que sinto
E eu não sou assassina dos meus sentimentos
E eu só queria mais uma vez poder te abraçar, olhar nos teus olhos
Beijar-te demoradamente, sem culpa nenhuma
E assim eu morreria feliz
sábado, 24 de outubro de 2009
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Amarga existência
Numa noite qualquer, sem lua, sem estrelas; fria, congelada se ouvia um choro distante, lá pelos vales. Choro de criança desamparada... Fui eu quem emprestou meu corpo a uma menina que tinha os olhos fundos e tristes; a boca seca e descolorida.
Perdida em pensamentos inalterados, num lamento constante de sofrimento. Desesperança era o que a dominava.
Sem poder olhar-se no espelho, sem poder falar qualquer palavra ao vento, ela escolheu renunciar a liberdade; viver acorrentada. Escolheu ser banida da realidade; se esconder para não olhar a felicidade dos outros.
Deitava a cabeça nas pedras e soluçava, sem dizer uma palavra, sem olhar para lugar algum.
Foi perdendo a capacidade de sentir. Quando as suas mãos sangravam não se espantava, tampouco sentia dor. Parece que foi caindo em um precipício sem volta. Caindo em desgraça, perdendo a vida.
Já não era hora de ser levada embora, deixar esse lugar que não era sua real existência? Mas a
Morte observava, porque queria que a menina soubesse voltar por seus próprios caminhos; soubesse caminhar com seus próprios pés descalços.
Porém a menina que usava o meu corpo, de olhos fundos e boca descolorida, estava quase cega, quase sem vida. E a Morte confiava em uma força, que não era dela.
A menina foi ficando mais velha, mas não mais sábia. Pois naquele mundo não se aprendia nada, só se perdia o que estava guardado em sua mente.
Agora ela não via mais nada, não enxergava nem um fio de luz. Tateava no escuro, procurando onde sentar. E a Morte ao seu lado, esperando mais alguns dias pra que ela caísse em um último sono.
O corpo que eu emprestara a menina, não me servia mais. Eu já não podia usá-lo. Então fui para a espera de um novo corpo que eu pudesse ver refletido em algum espelho.
A Morte levou a velha, que um dia foi uma menina de olhos fundos e boca descolorida; que chorou pelo ar perto dos vales.
Hoje ela caminha, olhando nos rostos de quem não tem quase vida, e leva quem pode estar sofrendo. Mas se ela achar que alguém merece viver, ela só acompanhara de perto e deixará esse alguém definhar aos poucos.
Perdida em pensamentos inalterados, num lamento constante de sofrimento. Desesperança era o que a dominava.
Sem poder olhar-se no espelho, sem poder falar qualquer palavra ao vento, ela escolheu renunciar a liberdade; viver acorrentada. Escolheu ser banida da realidade; se esconder para não olhar a felicidade dos outros.
Deitava a cabeça nas pedras e soluçava, sem dizer uma palavra, sem olhar para lugar algum.
Foi perdendo a capacidade de sentir. Quando as suas mãos sangravam não se espantava, tampouco sentia dor. Parece que foi caindo em um precipício sem volta. Caindo em desgraça, perdendo a vida.
Já não era hora de ser levada embora, deixar esse lugar que não era sua real existência? Mas a
Morte observava, porque queria que a menina soubesse voltar por seus próprios caminhos; soubesse caminhar com seus próprios pés descalços.
Porém a menina que usava o meu corpo, de olhos fundos e boca descolorida, estava quase cega, quase sem vida. E a Morte confiava em uma força, que não era dela.
A menina foi ficando mais velha, mas não mais sábia. Pois naquele mundo não se aprendia nada, só se perdia o que estava guardado em sua mente.
Agora ela não via mais nada, não enxergava nem um fio de luz. Tateava no escuro, procurando onde sentar. E a Morte ao seu lado, esperando mais alguns dias pra que ela caísse em um último sono.
O corpo que eu emprestara a menina, não me servia mais. Eu já não podia usá-lo. Então fui para a espera de um novo corpo que eu pudesse ver refletido em algum espelho.
A Morte levou a velha, que um dia foi uma menina de olhos fundos e boca descolorida; que chorou pelo ar perto dos vales.
Hoje ela caminha, olhando nos rostos de quem não tem quase vida, e leva quem pode estar sofrendo. Mas se ela achar que alguém merece viver, ela só acompanhara de perto e deixará esse alguém definhar aos poucos.
Tema
Prosa
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Estrela do Oeste
Estrela do Oeste
Que brilha ao luar
Lá em cima das montanhas
Em cima das árvores, sobre o mar
Rainha de prata que veste manto azul
Linda mãe que se anuncia ao norte
Prepara a viagem ao sul
Navega no imenso oceano que chamamos céu
Espalha esperança aos hereges
Cobre com alegria como se fosse véu
Estrela do Oeste
Parece longa a passagem
Não esqueça os fiéis
Que lhe acompanham na viagem
Rainha - estrela que ama e protege
Que finda ao amanhecer
E renasce ao entardecer
Nos proteja dessa guerra
Não deixe que ela nos faça morrer
Que brilha ao luar
Lá em cima das montanhas
Em cima das árvores, sobre o mar
Rainha de prata que veste manto azul
Linda mãe que se anuncia ao norte
Prepara a viagem ao sul
Navega no imenso oceano que chamamos céu
Espalha esperança aos hereges
Cobre com alegria como se fosse véu
Estrela do Oeste
Parece longa a passagem
Não esqueça os fiéis
Que lhe acompanham na viagem
Rainha - estrela que ama e protege
Que finda ao amanhecer
E renasce ao entardecer
Nos proteja dessa guerra
Não deixe que ela nos faça morrer
Tema
Poesia
sábado, 19 de setembro de 2009
Pensar exageradamente
Quem algum dia nunca parou para pensar na vida? Quem nunca ficou refletindo o porquê das coisas acontecerem dessa maneira e não daquela outra?
Eu faço muito isso: penso demais nas coisas. Reflito demais no que acontece na minha vida e às vezes me arrependo de não ter ousado mais.
Talvez eu não devesse pensar tanto, planejar como faço quase todo santo dia. Eu devia ser mais relaxada, ter a segurança de que sempre as coisas podem melhorar. Mas e se piorarem?
Pois é nesse momento que me vem o desespero. Fico pensando se terei uma solução imediata ou se terei que agüentar a situação mais algum tempo, a fim de aprender algo com ela. Mas a vida é isso mesmo, não é? São acontecimentos inesperados, que vem sem dizer que virão e vão sem que a gente veja que foram.
São momentos que aproveitamos, que não gostamos, que apreciamos, que deixamos passar, que vivemos sem querer viver, na maioria das vezes.
Eu penso em como quero ser, no que eu quero que aconteça, mas o que eu não enxergo, apesar de entender muito bem, pelo menos inconscientemente, é que não posso mudar tudo na minha vida. Algumas coisas eu simplesmente não aceito e teria que aceitar. Por quê? Porque eu não controlo totalmente minha vida.
Apesar de ter conhecimento disso é frustrante saber que não tenho uma solução escrita ou citada para consertar aquilo que não me agrada ter acontecido. E eu tento viver sem me preocupar; tento viver sem pensar demais. Acho que devo tentar com mais veemência.
O triste disso é que sou jovem sem maiores problemas e penso como alguém de meia idade que está em crise e cheio de contratempos e problemas pra resolver.
Devo relaxar em meus pensamentos? Devo aceitar que não posso controlar tudo o que quero? Devo, porque só assim não ficarei velha antes do tempo.
Eu faço muito isso: penso demais nas coisas. Reflito demais no que acontece na minha vida e às vezes me arrependo de não ter ousado mais.
Talvez eu não devesse pensar tanto, planejar como faço quase todo santo dia. Eu devia ser mais relaxada, ter a segurança de que sempre as coisas podem melhorar. Mas e se piorarem?
Pois é nesse momento que me vem o desespero. Fico pensando se terei uma solução imediata ou se terei que agüentar a situação mais algum tempo, a fim de aprender algo com ela. Mas a vida é isso mesmo, não é? São acontecimentos inesperados, que vem sem dizer que virão e vão sem que a gente veja que foram.
São momentos que aproveitamos, que não gostamos, que apreciamos, que deixamos passar, que vivemos sem querer viver, na maioria das vezes.
Eu penso em como quero ser, no que eu quero que aconteça, mas o que eu não enxergo, apesar de entender muito bem, pelo menos inconscientemente, é que não posso mudar tudo na minha vida. Algumas coisas eu simplesmente não aceito e teria que aceitar. Por quê? Porque eu não controlo totalmente minha vida.
Apesar de ter conhecimento disso é frustrante saber que não tenho uma solução escrita ou citada para consertar aquilo que não me agrada ter acontecido. E eu tento viver sem me preocupar; tento viver sem pensar demais. Acho que devo tentar com mais veemência.
O triste disso é que sou jovem sem maiores problemas e penso como alguém de meia idade que está em crise e cheio de contratempos e problemas pra resolver.
Devo relaxar em meus pensamentos? Devo aceitar que não posso controlar tudo o que quero? Devo, porque só assim não ficarei velha antes do tempo.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Conversa de fim de noite de amigas insanas
21: 12(sequência de uma conversa insalubre) em liguagem coloquial:
Amiga 1: Minina, faz muuuito tempo que não faço tique tique.
Amiga 2: E eu que nunca fiz...
Amiga 3 : E eu que faço e não acho graça!
Depois da sequência risos, por parte da amiga 2, encerram um debate um tanto estranho.
OBS: Isso acontece quando amigas insanas, depois de uma aula massante, se juntam para conversar coisas doentias.
Amiga 1: Minina, faz muuuito tempo que não faço tique tique.
Amiga 2: E eu que nunca fiz...
Amiga 3 : E eu que faço e não acho graça!
Depois da sequência risos, por parte da amiga 2, encerram um debate um tanto estranho.
OBS: Isso acontece quando amigas insanas, depois de uma aula massante, se juntam para conversar coisas doentias.
Tema
Blá blá blá...
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Utopia
Caminho pelas pedras descalça
No horizonte, verdes árvores contínuas
O vento corrente se torna bruma
E não enxergo a minha frente
Pela luz do sol me guio
Olhando no lago de fundo azul
Minha imagem destorcida
Como a realidade que renego
Não quero essa realidade, nem outra vida
Não quero tampouco a minha
Se pudesse sentir o gosto dos raios de sol
Andaria atráves das nuvens
Apenas em um lugar quero ir
Para a utopia romântica que criei
Onde tudo seria perfeição
Até meu pensamento, onde só existe você
No horizonte, verdes árvores contínuas
O vento corrente se torna bruma
E não enxergo a minha frente
Pela luz do sol me guio
Olhando no lago de fundo azul
Minha imagem destorcida
Como a realidade que renego
Não quero essa realidade, nem outra vida
Não quero tampouco a minha
Se pudesse sentir o gosto dos raios de sol
Andaria atráves das nuvens
Apenas em um lugar quero ir
Para a utopia romântica que criei
Onde tudo seria perfeição
Até meu pensamento, onde só existe você
Tema
Poesia
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Siga-me
Seja pra onde eu estiver indo, quero que você venha comigo!
Não só porque você me faz rir quando diz que vai dormir e acaba ficando acordado porque quer que eu durma junto.
Não só porque você me lembra um desses heróis de histórias em quadrinhos.
Quero que você venha junto, porque você sabe conversar sobre tudo; filosofia, ciências a bobagens cotidianas.
Você só me faz sentir paixão pela vida, pois me ensinou como viver cada momento, não como se fosse o último, mas como se vivessemos sem liberdade.
Não importa para o quão longe eu esteja indo, só quero que você venha junto.
Não só porque não quero ficar sozinha, mas porque eu preciso de alguém calmo e me apoie nas coisas que eu faça.
Quero que você venha junto, porque só você me faz pensar em coisas boas quando estou numa situação ruim.
Você é importante pra mim, como eu devo ser pra você. Mas eu tenho quase certeza de que eu morreria se não o tivesse aqui. E sei que você sobreviveria sem mim, ou pelo menos suportaria.
Venha, porque não vivo sem seus olhos olhando os meus, sem seus sussurros no meu ouvido.
Não vivo sem essa química que só possuo com você.
Seja pra onde eu estiver indo, quão loge, venha comigo.
Pra me ajudar a viver, sem derramar uma lágrima de saudade.
Pra me proteger quando sair à noite sozinha.
Siga-me, porque só esse sentimento que eu sinto, basta pra nós dois.
Não só porque você me faz rir quando diz que vai dormir e acaba ficando acordado porque quer que eu durma junto.
Não só porque você me lembra um desses heróis de histórias em quadrinhos.
Quero que você venha junto, porque você sabe conversar sobre tudo; filosofia, ciências a bobagens cotidianas.
Você só me faz sentir paixão pela vida, pois me ensinou como viver cada momento, não como se fosse o último, mas como se vivessemos sem liberdade.
Não importa para o quão longe eu esteja indo, só quero que você venha junto.
Não só porque não quero ficar sozinha, mas porque eu preciso de alguém calmo e me apoie nas coisas que eu faça.
Quero que você venha junto, porque só você me faz pensar em coisas boas quando estou numa situação ruim.
Você é importante pra mim, como eu devo ser pra você. Mas eu tenho quase certeza de que eu morreria se não o tivesse aqui. E sei que você sobreviveria sem mim, ou pelo menos suportaria.
Venha, porque não vivo sem seus olhos olhando os meus, sem seus sussurros no meu ouvido.
Não vivo sem essa química que só possuo com você.
Seja pra onde eu estiver indo, quão loge, venha comigo.
Pra me ajudar a viver, sem derramar uma lágrima de saudade.
Pra me proteger quando sair à noite sozinha.
Siga-me, porque só esse sentimento que eu sinto, basta pra nós dois.
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